Saturday, May 3, 2008

Dia da Santa Cruz ou Dia das Merendas

Na cidade de Meda  tradicionalmente no dia 3 de Maio, realiza-se a Festa da Santa Cruz, ou dia das merendas, é um evento folclórico, que faz parte da cultura local. Conta com o “bar da festa”, procissão, mostra de gado, onde por tradição o rebanho corre à volta da capela da Santa Cruz e baile da festa.

Num País distante e com a cultura da terra que o viu crescer, sempre presente, fica aqui um poema escrito por um Medense dedicado…


Um forte Abraço…

SANTA CRUZ.

Santa Cruz é nome de Lugar

Que, cá tão longe dá tanta saudade

Onde eu quereria ir rezar…

À Senhora pedir… Piedade.
 

Com saudade recordo

Um tempo que passou á pouco, a correr

E com o dobrar do sino acordo

De um sonho lindo de memórias a querer

Lembrar o dia das merendas…

Que passa sempre a correr num minuto

Efémero, mas com vivas recordações

De um tempo vivido em que, o conduto,

O pão e o vinho, eram repartidos entre corações

Amigos, naquelas saudosas fragas…

Da Santa Cruz… Nome de Lugar.
 

Três de Maio…

A desordenada Procissão

Da Senhora, a Festa de acordo pagão,

Os rebanhos pastoris e bênção

De campos de trigo… E em mim caio,

Cá longe, trauteando uma canção…

À Santa Cruz… Nome de Lugar.
 

Chibuto – Gaza - Moçambique
2008-04-26
Carlos Alberto Fial Pereira

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Tuesday, June 5, 2007

Meda no Google Earth

Para os mais distraídos, fiquem a saber que a cidade de Meda, já se vislumbra melhor no Google Earth e já houve alguém que contribuíu para melhor se “olhar” dentro da cidade, colocando algumas fotos no Panoramio.

É muito fácil só têm que se registar no Panoramio ( www.panoramio.com ) colocar as fotos no local certo e esperar cerca de um mês para que as mesmas apareçam.

Eu próprio coloquei duas, mas vou ter que arranjar mais para que as pessoas de todo o mundo e através do Google Earth, possam ver a cidade de Meda por dentro.

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Thursday, March 1, 2007

…Pela minha terra VI

LONGROIVA

 

Actualmente uma aldeia pequena, mas o povoamento desta terra iniciou-se bem cedo. Diversas escavações arqueológicas revelam uma ininterrupta presença humana desde o período megalítico até aos primeiros séculos do cristianismo.

Diz a lenda que morava no castelo de Longroiva um importante fidalgo de nome D. Ramiro Alvar, que já havia feito trinta anos sem que encontrasse uma mulher que lhe agradasse para noiva. Certo dia, num solitário passeio a cavalo, encontra uma jovem e formosa aldeã por quem se apaixona e a quem acaba por pedir em casamento. A jovem, chamada Rosa aceitou prontamente e a boda realizou-se pouco tempo depois. No entanto, dois anos depois do casamento, a guerra chama o fidalgo que, em plena batalha, salva a vida de um companheiro de luta, se seu nome Gonçalo, a quem permite que se restabeleça em sua casa. D. Gonçalo é recebido no Castelo de Longroiva a fim de recuperar dos ferimentos de guerra e rapidamente se enamora da jovem Rosa. Após o seu restabelecimento, faz acreditar à sua anfitriã que o seu esposo perecera em combate, notícia que deixa Rosa em profundo luto durante o período de um ano, findo o qual aceita casar com D. Gonçalo que, entretanto, permanece no Castelo. Durante o alegre casamento, D. Ramiro regressa a casa e de imediato se trava um duelo entre os dois rivais, acabando D. Gonçalo por morrer nos braços de D. Ramiro. Rosa pede também a morte, no entanto o marido perdoa-lhe. A jovem, sentindo-se desonrada, recusa o perdão do marido, passando desde então a viver sob uma severa penitência na sua antiga cabana no bosque.

Conta a tradição que ainda hoje, quando alguém deambula por este mesmo bosque, junto à cabana do remorso ainda se consegue ouvir o choro da jovem Rosa.

O Castelo de Longroiva, uma fortificação medieval tipo a de Alcácer, foi construído e reconstruído em 1176 por D. Gualdim Paes. Actualmente só se pode ver intacta a sua Torre de Menagem com uma janela geminada numa das faces e as portas da muralha. Este Castelo românico-gótico está classificado como Monumento Nacional. Da passagem dos Templários pela freguesia, ficou a sagração da Capela da Senhora do Torrão, originalmente românica Bem conhecidas são as suas águas termais, cuja tradição faz remontar aos romanos a exploração inicial das águas sulfúricas de Longroiva.

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Thursday, February 8, 2007

…Pela minha terra V

MARIALVA


Segundo alguns historiadores, existem pelo menos três registos sobre a toponímia de Marialva. Aravor (de origem celta que significa “alta colina”), Civitas Aravorum (no tempo dos Romanos que latinizaram o nome da comunidade) e Malta (na época da ocupação árabe). Uma das explicações, é que este nome derivaria do facto de D. Afonso II doar esta povoação a uma senhora de nome D. Maria Alva, por quem se teria apaixonado.

 

Uma das lendas mais contadas desta Aldeia, é a Dama dos Pés de Cabra, e que em tempos imemoriais, vivia na vila, num lindo edifício com duas altaneiras torres, uma esbelta moura de seu nome Marialva, por quem um audaz cavaleiro nazareno se tomou de amores. Correspondido nesta paixão, o jovem vivia deslumbrado, até que um dia descobriu, por acaso, que a sua amada tinha os pés de cabra. Assombrado pela descoberta de tão satânica característica, e como era costume na época, grita bem alto a aberração, até então tão bem escondida. Revela o seu amor ilícito e, para desagravo da sua alma, proclama perante o povo assustado: “Marialva tem cara de rosa e chancas de cabra”: A jovem azarenta, desprezada pelo seu amor e apontada pela população cristã como filha do Demónio, põe termo à vida, atirando-se do cimo de uma das torres do seu palácio.

 

O Castelo de Marialva, situa-se no topo de um penedo granítico em posição dominante sobre a vila e a planície cortada pela antiga estrada Romana, encontra-se estrategicamente colocado na região fronteiriça do rio Côa (Ribacôa). Verdadeiro complexo medieval, suas raízes mergulha no passado histórico de Portugal, ligando-se ao trágico destino dos Távoras. A construção da fortaleza sobre o castro poderá ter tido lugar nos séc. IV e V, tendo sido o Castelo restaurado em 1200 por D. Sancho I e mais tarde ampliado e reedificado por D. Dinis. A classificação como Monumento Nacional incluiu não só a torre de menagem como todas as muralhas, portas e vestígios existentes. Este conjunto arquitectónico constitui uma das mais singulares ruínas de castelos portugueses. Dos tempos da Dama dos Pés de Cabra, restam as ruínas das casas, as oliveiras, a forca e as paredes da prisão. Ficam ainda na memória os tempos das feiras e da agitada vida comercial da aldeia. Mas a magia da paisagem que se admira do planalto das igrejas continua a dar a Marialva o verdadeiro encanto das aldeias portuguesas.

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Monday, January 15, 2007

…Pela minha terra IV

Castelos e Ruínas


O concelho da Meda é rico em atractivos, que vão desde a rara beleza natural até à gastronomia, artesanato ou aos vinhos.

Por terras de Meda encontram-se castelos e ruínas, casas brasonadas, pelourinhos, fragas e fontes com história.

Marialva é o epicentro da distinção do concelho, uma vez que é uma das aldeias históricas. Marialva é uma povoação muito antiga que conserva vestígios romanos.

Longroiva, antiga cidade lusitana, foi um lugar ermo nos inícios do séc. XII.

 

Outros pontos de interesse turísticos em Meda, é a Igreja Matriz que data do século XVI e sofreu alterações barrocas; o Solar das Casas Novas, de estilo Barroco, foi edificado nos finais do século XVII, ostenta uma pedra de armas dos finais do século XVIII. O edifício dos Paços do Concelho é um solar do século XVIII, barroco, que foi adquirido para estes fins em 1914; as Igrejas de Ranhados; Coriscada e Barreira; a Fonte Nova de Ranhados; a Fonte da Zarelha na Coriscada; e os pelourinhos da Meda (pelourinho manuelino a que falta a pirâmide octogonal, em gaiola, derrubada por um ciclone nos anos 40); Casteição; Marialva e Ranhados.

 

Dos miradouros de Santa Bárbara na Coriscada, em Paipenela, do Castelo de Marialva da Barragem de Ranhados e da torre do relógio de Meda, a que vulgarmente se chama castelo, podem-se contemplar paisagens magníficas.

 

As amendoeiras em Flor em Longroiva e Fontelonga e as vindimas são razões acrescidas para uma visita às terras da Meda.  

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Monday, December 11, 2006

…Pela minha terra III

…O concelho da Meda é famoso pelo seu vinho de mesa e por abranger algumas freguesias, situadas nas terras de benefício, ou área do vinho do Porto, que ali tem uma designação de vinho fino. Localizado na margem Sul do rio Douro, o concelho é rico em atractivos desde a rara beleza natural à gastronomia e artesanato.

A Gastronomia no concelho da Meda, nomeadamente na zona histórica de Marialva, está directamente relacionada com as questões sociais vividas desde a sua fundação. O Povo trabalhava para os Fidalgos e não conseguia produzir para si e para as suas famílias. Batatas e couves eram os produtos mais consumidos, muitas vezes os mais desfavorecidos combatiam a fome com alguns produtos que cresciam naturalmente. É o caso das azedas, planta verde que cresce nas paredes velhas na altura das chuvas, eram cozidas e servidas frias com batatas cozidas e esmagadas, assim como os grelos à pobre, muitas vezes consumidos, em tempos idos, sem as farinheiras cozidas, o cabrito, e os enchidos feitos no início do ano e que eram repartidos por todo o ano, tal como as carnes da salgadeira. Sabores intemporais a que se juntam as receitas de milhos, filhóses de joelho, bolo de ovos e os biscoitos…

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Thursday, November 23, 2006

…Pela minha terra II

…O seu passado de vila Beirã, confunde-se com a época da fundação da nação e segundo alguns historiadores, referem a existência de uma tribo lusitana fixada nesta região, que em 48 a.C. foi atacada por Cássio Longino e suas tropas, tendo os medrobrigenses retirado para os Montes Hermínios. Afirmam também que esta cidade de Meda foi a antiga “Medróbriga” dos romanos e que os actuais medenses são os sucessores dos valentes medrobrigenses que foram os últimos a resistir aos romanos.

No início da nacionalidade era uma terra fronteiriça e daí a existência de uma sentinela, donde envia os avisos às fortalezas vizinhas. Um cenóbio benedito instalado junto de uma fonte, no sopé do morro granítico, que vulgarmente se chama castelo, e no alto uma capela particular da invocação de santa Bárbara ou Nossa Senhora da Assunção, que foi derrubada e ali edificada a actual torre do relógio, assinala a presença Cristã.

A principal riqueza era o trigo e os gados, que pertenciam à ordem dos Beneditos. É, de facto com os Beneditos que se constrói a primeira igreja, de traça românica. Dos Beneditos eram os principais produtos, enquanto não foram parar às mãos da Ordem dos Templários, e mais tarde para a Ordem de Cristo.

 

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Wednesday, November 8, 2006

…Pela minha terra

Meda, terra de bons vinhos e tradição com história…

 

Conta a lenda que a povoação original da Meda, se edificou no Vale da Aldeia, a dois quilómetros a norte da actual cidade. No Vale da Aldeia existia uma grande quantidade de formigas que constituía um grande flagelo, chegando mesmo a matar crianças, enquanto os pais, longe de casa, trabalhavam na lavoura das terras. Para fugiram a tal praga, uma família veio fixar-se num lugar ermo, livre de formigas, mas sujeito, certamente, a outros muitos perigos, e daí a denominação de “Quinta do Medo”, que deu nome a esse lugar e onde há vestígios de povoamento luso-romano. Pouco a pouco todos os habitantes acabaram por se fixar neste novo lugar dando origem à povoação da Meda…

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Thursday, October 19, 2006

Feira das Vindimas em MEDA

Mais uma vez vou falar da tradição das gentes da Meda.

Hoje celebra-se na cidade a “Feira das Vindimas“, comemora-se com alegria e agrado por todos aqueles que passaram um ano inteiro cuidando da vinha até ao esperado momento da vindima e claro o de provar o excelente vinho novo.

Um bom dia para todos os Medenses, e para todos aqueles que ainda não conhecem esta cidade visitem a secção albuns onde poderão ver algumas fotos…

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Monday, October 9, 2006

Vindimas… na cidade de Meda

Tempo de Vindimas… em Meda, para muitos não saberão onde fica esta pequena cidade, mas Meda (antigamente Mêda) é uma cidade Portuguesa, pertencente ao Distrito da Guarda, região Centro e subregião da Beira Interior Norte, com cerca de 2 100 habitantes. É sede de um município com 285,91 km² de área e 6 239 habitantes (2001), subdividido em 16 freguesias. O município é limitado a norte e leste pelo município de Vila Nova de Foz Côa, a leste por Pinhel, a sul por Trancoso e a oeste por Penedono. Recebeu foral de D. Manuel I em 01 de Junho de 1519. Foi elevada a cidade em 09 de Dezembro de 2004. Para quem quiser consultar visitem o seu site em www.cm-meda.pt

 

A época das vindimas em Meda tem o seu período mais intenso no Outuno. Esta actividade delirante começa em meados de Setembro e prolonga-se até meados de Outubro, são os agricultores que fazem eles mesmos a colheita da uva, para posterior entrega junto da Adega Cooperativa de onde se produz um excelente vinho. As vindimas são um grande acontecimento na cidade e é muito comum os familiares serem convidados para ajudar na apanha da uva…

 

 

Para verem mais fotografias sobre a Vindima podem visitar o meu album… é só carregarem no link que está aqui ao lado e que diz fotos da vindima na secção Albuns

Espero pelos vossos comentários…

 

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